Os Chatbots Conduzem ao Êxito no Ensino
NewsNotícias, 12/03/2019
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Os Chatbots Conduzem ao Êxito no Ensino

 

Uma das áreas com maior crescimento no que toca aos chatbots, onde altos níveis de engajamento são uma questão-chave, é a estrutura educativa. Cada vez mais estudantes, tanto nos campus como no ensino à distância, veem as faculdades, as instituições e os docentes a serem impelidos a responder a um número crescente de questões.

A evolução dos chatbots teve um impacto na maioria das indústrias, mas com o seu foco nas gerações mais jovens e mais acolhedoras da tecnologia, as universidades, escolas e outras instituições estão na vanguarda dos desenvolvimentos audaciosos, levando a tecnologia além dos serviços tradicionais de apoio ao cliente. Os bots são fáceis de criar e atualizar, fornecem feedback instantâneo e podem ajudar a melhorar a qualidade da educação enquanto libertam, na hora, recursos humanos e educativos limitados.

Segundo o Campus Technology, os chatbots são uma das principais tecnologias de 2019. E é fácil perceber a razão. Os estudantes estão fragilizados, podem estar fora de casa pela primeira vez, estão sob uma grande pressão pelos pares, e podem ter receio de falar com um docente ou profissional, o que coloca os bots numa posição destacada para responder a muita informação básica dos caloiros, a consultas detalhadas e lidar com algumas questões de carga emocional.

Enquanto a educação global enfrenta questões semelhantes às dos negócios, também se está a tornar numa proposta cada vez mais comercial para as universidades e academias, exigindo soluções de informática para os crescentes problemas que enfrenta. Mais, nações em ascensão procuram atrair alunos de todo o mundo, desafiando instituições mais antigas a modernizarem-se, motivando-as a criar bots com um papel essencial no que toca ao marketing e oferta de cursos.

 

ENSINAR O SEU CHATBOT UNIVERSITÁRIO

 

Por exemplo, a Universidade de Adelaide usa um chatbot para aliviar a carga laboral do staff atarefado durante as épocas de entrega de resultados, ajudando quem procura descobrir o seu plano de colocação. E, globalmente, a atração de novos estudantes ultrapassou as brochuras brilhantes, os dias abertos e a promoção de cursos porque os familiares ou antecedentes distantes estudaram lá.

Em 2019, os estudantes têm cada vez mais à sua disposição as melhores universidades, as viagens mais baratas e a coragem de estudar no estrangeiro. Com um acesso fácil a dados sobre estilos de vida e aspetos sociais para encontrar o melhor sítio para estudar e viver, aliado a um conhecimento mais aprofundado do que os cursos têm a oferecer, e como são avaliados em comparação a gerações prévias, tornar esses dados acessíveis e promover uma instituição pode ser desafiante. Para isso, cada vez mais universidades oferecem bots para interagir com prospetos e provar que são capazes de dialogar com os estudantes através da suas tecnologias e plataformas.

Com a maioria das universidades com uma abordagem cada vez mais empresarial, os altos volumes de prioridades internas estão principalmente virados para dentro. Recorrer a bots ajuda a promover o marketing e as faculdades de matriculação para todos os intervenientes. Os bots podem reduzir o tempo que os estudantes levam a encontrar cursos, e facilitar a aprendizagem e a vida dos alunos. O chatbot “Pounce”, da Universidade do Estado da Georgia, é um exemplo de ajuda aos estudantes nos cursos, tendo respondido a mais de 200,000 questões enquanto reduziu o desafio do “summer melt” (fenómeno no qual a motivação dos novos estudantes para se matricularem se “derrete” durante o verão) em 22%.

Os bots também podem ser usados para fornecer feedback do curso e aconselhamento ao estilo de um professor assistente, à medida que se familiarizam cada vez mais com os cursos e questões comuns como os horários, as salas de aulas e questões sobre as matrículas, entre outras. Ao fazerem parte de projetos “inteligentes nos campus”, os chatbots podem ajudar os alunos através dos seus smartphones ou portáteis, com lembretes de aulas, notas de estudo e muito mais.

Os professores também podem usar os bots nas salas de aula no aprimoramento das práticas de ensino. Podem usá-los como assistentes digitais, libertando tempo para poderem lidar com interações importantes com os alunos. Tal como testemunhámos noutras áreas e mercados, os bots gerem as tarefas diárias mundanas, ajudando a tornar as funções no ensino mais impactantes e a proteger os empregos, ao invés de os ameaçar.

Para os cursos à distância, os bots também podem fornecer informações e até entregar testes aos alunos em qualquer parte do mundo, nos seus computadores ou dispositivos móveis. Fornecem resultados instantâneos e feedback sobre questões qualitativas para promover o conhecimento do estudante. Os bots de ensino e revisão podem oferecer testes específicos, notificar os alunos com lembretes de fatores-chave ou leituras obrigatórias. Podem ser usados na preparação de testes, nas traduções de cursos e na promoção de um ensino mais interativo.

 

CRESCIMENTO NO ENSINO COMO UM SERVIÇO

 

Uma tendência-chave na educação é a mudança dos cursos em tempo integral para os cursos à distância e autodidatas, noturnos e outras formas de ensino. Os bots e as outras ferramentas podem ajudar a fornecer um ensino baseado em computadores, com um maior grau de resposta e feedback em comparação com os cursos tradicionais online e à distância.

Em mais de 10 anos, a Khan Academy passou de um profissional autónomo para uma casa de ensino global, que oferece educação gratuita a qualquer pessoa, em qualquer parte do globo. A Udemy cobra uma pequena taxa por determinados cursos informáticos cognitivos e de outras áreas. Estes e outros exemplos oferecem ensino online em qualquer dispositivo.

Não são só as universidades convencionais que podem oferecer aulas. O chatbot do Planeamento Familiar da América, focado na educação sexual, procura promover os comportamentos sexuais seguros e responsáveis, num momento em que a Direita Republicana está a cortar fundos nessa área. De forma semelhante, o Climate Council oferece aconselhamento e sensibiliza os jovens sobre questões ambientais através do seu chatbot. À medida que as gerações mais jovens se habituam às aulas através de bots, todo o tipo de igrejas, instituições de caridade e outras organizações podem partilhar a sua palavra.

Em breve, os bots podem ajudar a entregar currículos educativos, pequenas sebentas ou aulas de atualização para determinar o que as pessoas se lembram das aulas passadas. Podem responder às questões dos estudantes, alavancando respostas anteriores, inteligência artificial ou pesquisas aprofundadas para responder a questões mais complexas que os alunos possam ter.

Os dados dos chatbots também podem ser usados com outros recursos, como a análise de emoções, para aprender o quanto os alunos aprendem e aproveitam os estudos, aplicando ajustes se o aluno ou o assunto não estiverem a evoluir individualmente. As faculdades têm dados que podem ser usados para treinar os bots, dando a base para a implementação rápida nas redes sociais ou sites e apps das faculdades.

Os bots também podem apoiar o pessoal administrativo, gerindo as consultas mais comuns dos alunos. Podem ajudar os estudantes de alto risco, contatando-os e discutindo questões de saúde mental e outras áreas de uma forma não conflituosa. Tal como bot irlandês criado pela SnatchBot que ajuda a responder questões pessoais.

O ensino está pronto para grandes mudanças na próxima década. Os chatbots irão ter um papel fundamental no auxílio aos alunos e na escolha de cursos e instituições. Ao ajudar na promoção e gestão dos cursos com mais eficácia, e ao torná-los mais acessíveis, os chatbots reduzem custos e promovem o sucesso do aluno.

 

A ASCENSÃO DOS BOTS NAS SALAS DE AULA

 

Os utilizadores da plataforma SnatchBot demonstram uma estreita vantagem no sector educativo, destacando a importância dos chatbots para a educação. De matrículas e horários, ao próprio ensino, os chatbots podem ter um papel fundamental, e oferecer muito mais.

Na Georgia Tech, o Professor Ashok K. Goel usa bots na sala de aula para aprimorar as práticas de ensino, que são usados como assistentes digitais. Os bots libertam tempo para os tutores humanos lidarem com questões mais importantes. Como vimos noutros mercados, os chatbots podem assumir algum do trabalho mais duro, tornando o ensino mais agradável e promovendo o impacto positivo que os docentes têm nos alunos!

Olhando para o futuro, um artigo da Elearning Industry prevê que os testes moderados por chatbots obterão as classificações instantaneamente e pouparão tempo na correção dos testes. Um chatbot francês, de nome Pipplet,já está a ajudar estudantes a melhorar o seu inglês. Em geral, os bots de ensino e revisão irão lembrar os alunos dos aspetos-chave ou de questões importantes em intervalos oportunos, de forma a auxiliar na revisão e na transição da aprendizagem em livros para a aprendizagem online.

Também nos E.U.A., a Chronicle of Higher Education (requer subscrição para aceder) reporta a forma como a I.A. se está a infiltrar em todos os cantos dos campus. Isto demonstra que, assim que os bots começarem a aparecer, as pessoas encontrarão novas formas inovadoras para os usar.

À medida que a educação se transforma, a aprendizagem autónoma está em crescimento, especialmente nos cursos de faculdade e à distância. Alguns exemplos atuais são destacados pela TechEmergence, incluindo o ensino de línguas.

A um nível básico, as escolas estão a receber um número crescente de alunos, turmas, novas disciplinas e um volume e nível crescentes de administração. Os chatbots podem ajudar a unificar muitos destes sistemas, como a assiduidade, os pagamentos de almoços, os passeios escolares, as ausências e outras questões, libertando o pessoal administrativo, que se focaria em problemas importantes e tarefas fundamentais.

À medida que se tornam mais universais para os estudantes, os chatbots também podem ajudar a monitorizar a saúde mental. O bot iQ da Intel é um exemplo pioneiro. Muitas universidades procuram formas de ajudar a prevenir a automutilação, o bullying e o suicídio, e os bots com IA podem ser um importante benefício tecnológico, visto que ficam a conhecer os estudantes e compreendem o seu estado emocional através das conversações.

Apesar de os bots nunca serem capazes de substituir os progenitores, os profissionais do ensino e da saúde, sendo capazes de ajudar a acionar um alarme silencioso, podem prevenir flagelos e salvar vidas, o que ajudará a promover a aceitação em áreas controversas.

Ainda mais adiante, no futuro da IA, os chatbots conectados e com acesso ao mercado de trabalho podem ajudar a unir os estudantes a oportunidades de carreira. Isso pode variar entre ajudar alguém sem noção das suas opções de carreira, destacando oportunidades apropriadas, e trazer os melhores alunos à atenção dos contratantes.

Com tanto potencial, é difícil imaginar tanto a tornar-se realidade. Mas os chatbots já se estão a transformar, de robôs básicos de apoio ao cliente — e à medida que os serviços de TI ficam mais inteligentes, a gama de serviços e o grau de nuance dentro de um bot pode tornar-se algo espetacular — para ajudar educadores e alunos a ter o melhor começo de vida.

 

O FUTURO É BRILHANTE PARA OS BOTS NA EDUCAÇÃO

 

Como o mercado dos chatbots ainda é jovem, tem enormes chances e oportunidades no mercado do ensino. Eventualmente, chegaremos ao ponto em que as salas de aula estarão vazias e os robôs tomarão os cursos, com um sistema totalmente fluente, lidando com assuntos e debates complexos. Mas até lá, os bots e o pessoal humano trabalharão em harmonia crescente para oferecer os melhores resultados e gerir o corpo discente de forma mais eficaz.

Os chatbots irão ajudar a impulsionar o ensino à distância, capazes de ensinar a qualquer hora, em qualquer lugar e, com plug-ins de idiomas, podem tornar-se um recurso universal para levar o ensino a locais onde a aprendizagem tem estigmas culturais ou a educação é rara ou cara. Esse tipo de evolução poderia ajudar a mudar a humanidade para melhor, e esperamos com interesse para ver como o papel do tutor robótico pode ajudar a educação e os alunos como um todo.

Naturalmente, os bots também serão usados para promover conteúdos controversos, regressivos e ofensivos. Haverá manchetes e críticas contra a tecnologia, mas o potencial para o bem supera qualquer utilização negativa.

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